25.5.16

Escambo de emoções


Não posso dizer que os tempos de hoje temos manifestações emocionais diferentes, mas que devido a velocidade da informação e os meios de transmissão atuais, a evidência e o alcance dessas manifestações é bem maior.
Quando se manifesta opiniões hoje na internet, se espera na grande maioria o eco de nossas próprias ideias. Ou seja, alguém que de um like, concorde com o que postamos e compartilhe aquela postagem.
Na maioria das vezes, consideramos os divergentes de nossas ideias, como haters, ou lunáticos, ou incapazes de um pensamento racional, simplesmente pela falta de concordância com nossa linha de raciocínio.
Isso pode extrapolar para a falta de respeito mútuo, no caso de alguns debates nas redes sociais, aos banimentos de grupos, listas de contatos e bloqueio de alguns usuários.
Que no caso é uma forma de evitar ver ou ouvir, opiniões que não lhe massageiem o ego.
Aí o que era para ser social, tornou-se, antissocial.
Muitas amizades, relacionamentos e até casamentos, não resistem as redes sociais, e suas insociabilidades.
Uma outra vertente é os que aproveitam as postagens de outros usuários para se auto promover, por meio de críticas. E essa é fácil. Quer ver alguém concordar com você é falar mal de política, religião e valores sociais. Ou seja, é só se encaixar na modinha de ódio do momento.
O que é preocupante é que na maioria das vezes as pessoas não sabem o que estão defendendo e nem o que significa os termos que usam.
Exemplo de assuntos assim, são as pessoas que se declaram de "direita" ou de "esquerda" sem saber o que é direita e esquerda. Falam de fascismo, comunismo,socialismo e outros ismos, só com algumas linhas que leram na Wikipedia ou que um amigo postou em seu mural. Misturam cresça religiosa com filosofia, esquecendo que tanto a religião quanto a filosofia tem origens de pensamentos diversos, e tem como base algum idealizador.
Vivemos o tempo da intolerância, de troca de emoções, de jogar o lixo no quintal do vizinho, sem esperar que ele jogue de volta.
Éramos felizes e não sabíamos.
Temos uma infinidade de informação através da rede, mas não sabemos usar está informação para nada útil, infelizmente. No contrário quem é mal intencionado, sempre utilizar todas as informações de nosso perfil para nos manipular. Até as propagandas nos são escolhidas.
Acho que está na hora de sermos mais sábios e criteriosos. Pois a sua vida virtual, nunca vai ser a real.

Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos". - João 7:24    

Paulo Cesar Jr (Apenas uma ovelha)

12.4.16

Por que a pornografia mata o sexo - Voltemos ao Evangelho

http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/04/por-que-pornografia-mata-o-sexo/?utm_source=informativo-conteudo-fiel&utm_medium=informativo-conteudo-fiel&utm_campaign=informativo-conteudo-fiel





A matéria de capa da revista TIME desta semana fala sobre uma nova iniciativa contra a pornografia na internet. Esses ativistas antipornografia, no entanto, não são os moralistas caricatos que mordem os lábios de raiva quando falam desse assunto. Ao contrário, são jovens que afirmam que a pornografia compromete o desempenho sexual na vida deles.


A capa chamou a minha atenção porque tenho visto uma situação similar apresentar-se muitas vezes com casais que procuram aconselhamento pastoral comigo. Em uma versão típica de tal cenário, um jovem casal busca ajuda porque pararam de ter relação sexual. Neste cenário típico, o marido é alguém que não consegue manter o interesse no sexo. Quando se faz as perguntas certas, descobre-se que ele está profundamente mergulhado na pornografia desde a adolescência. Não é que ele não possa, nessas situações, alcançar a mecânica do sexo para executá-lo. É que ele constata que a intimidade com uma mulher da vida real deve ser, na palavra que emerge repetidamente, “estranha”. Muitos desses homens só conseguem fazer sexo com suas esposas repetindo as cenas de pornografia em suas mentes enquanto o fazem.


O que está acontecendo aqui, então? Por que parece que a pornografia, em última instância, mata a intimidade sexual? Há muitas explicações psicológicas, para ser exato. A pornografia dessensibiliza a pessoa para o estímulo sexual, alimenta a busca por inovações intermináveis e cria um roteiro de expectativas que não atendem – e não podem atender – à dinâmica real do relacionamento pessoal. Mas penso que há algo mais acontecendo aqui.


A fim de entender o poder da pornografia, precisamos perguntar por que Jesus nos advertiu que a luxúria é errado. Não é porque o sexo é um assunto embaraçoso para Deus (vide Cantares de Salomão). Deus concebeu a sexualidade humana não para isolar, e sim para ligar. A sexualidade foi feita para unir esposa e marido e, satisfeitas as condições, resultar em novidade de vida, conectando, assim, gerações. A pornografia rompe essa conexão, convertendo o que foi feito para o amor íntimo e encarnacional em solidão masturbatória. A pornografia oferece uma emoção psíquica e uma liberação biológica tencionada para a comunhão no contexto da liberdade a partir da conexão com o outro. Ela não pode manter essa promessa.


Quando a pornografia adentra no casamento, o resultado é vergonha. Não estou me referindo ao sentimento de vergonha (embora isso possa fazer parte dela). Refiro-me a algo que está, no nível mais íntimo, oculto. Há algo dentro de nós que sabe que a sexualidade é para outra coisa que não a manipulação de imagens e partes do corpo.


A pornografia mata a sexualidade porque ela não é apenas sobre sexo e porque o próprio sexo não é apenas sobre sexo.


Na antiga cidade de Corinto, o aviso foi dado acerca das prostitutas nos templos pagãos da cidade. Elas eram pagas para a atividade sexual sem compromisso; eram parte de um sistema cúltico que atribuía quase todos os poderes místicos ao orgasmo. Em quê isso difere da indústria pornográfica de hoje? O apóstolo Paulo advertiu que as implicações de cometer imoralidade com essas prostitutas não eram apenas uma questão de consequências relacionais ruins ou um mau testemunho de Cristo mundo afora (embora estas questões também fossem verdade). Quem se juntava a uma prostituta participava de uma realidade espiritual intangível, ao unir Cristo à prostituta, ao tornar-se um com ela (1Co 6.15-19). Uma vez que o corpo é o templo do Espírito Santo, a imoralidade sexual não é apenas uma “safadeza” – é um ato de profanação do templo, de trazer um culto profano para dentro de um lugar santo do santuário (1Co 6.19).


A pornografia não é apenas imoralidade – é ocultismo.


É por isso que a pornografia possui uma atração tão forte. Ela não é uma questão meramente biológica (embora isso seja importante). Se existem, como a Bíblia ensina, espíritos maus vivos no cosmos, então a tentação envolve mais coisas do que simplesmente estar no lugar errado na hora errada. O cristão professo, não importa quão insignificante ele ou ela se sinta, é um alvo de interesse. A imoralidade sexual parece apresentar-se aleatoriamente quando, de fato, como com o jovem de Provérbios, é parte de uma expedição de caça cuidadosamente orquestrada (Pv 7.22-23).


A vergonha que surge na consciência como resultado de um episódio pornográfico – ainda mais uma vida inteira de tais práticas – só pode levar à quebra da intimidade na união em uma só carne do casamento. Desde o início da história humana, a vergonha perante Deus conduz à vergonha de um para com o outro (Gn 3.7-12). A nudez (intimidade), concebida para parecer natural, agora parece dolorosa e vulnerável – ou, como muitos homens têm colocado, “estranha”.


Se isso descreve você, dificilmente você está sozinho. O casamento é sempre difícil, sempre uma questão de guerra espiritual (1Co 7.5). A fim de lutar, a pessoa deve, primeiro, tratar a vergonha – o que significa arrepender-se do desejo de manter tudo escondido. Procure um presbítero confiável em sua igreja, e busque ajuda.


Os jovens que procuram insurgir-se contra a pornografia com a qual cresceram devem ser elogiados. Mas a pornografia é uma isca poderosa demais para ser combatida apenas pela força de vontade ou pelos movimentos sociais por si sós. Precisamos levar as cargas um do outro, por meio do vigor do Espírito Santo dentro do novo templo da igreja. Isso começa com ser honesto acerca do que a pornografia é – e o que ela faz.

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Por: Russell Moore. © 2016 Copyright • Ethics and Religious Liberty Commission of the Southern Baptist Convention. Original: Why Porn Kills Sex.


Tradução:Leonardo Galdino. Revisão: Vinicius Musselman. © 2016 Voltemos ao Evangelho. Todos os direitos reservados. Website: voltemosaoevangelho.com.

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Russell Moore serve como o oitavo presidente da Ethics & Religious Liberty Commission, da Convenção Batista do Sul. Um comentarista cultural amplamente procurado, Dr. Moore tem sido reconhecido por uma série de organizações influentes. O Wall Street Journal chamou-o "vigoroso, alegre, e ferozmente articulado", enquanto o The Gospel Coalition referiu-se a ele "um dos moralistas mais astutos no evangelicalismo contemporâneo”. Um especialista em ética e teólogo, Dr. Moore é também ministro ordenado da Southern Baptist e autor de vários livros. Nascido no Mississipi, ele e sua esposa Maria são os pais de cinco filhos.




O Papel das Redes Sociais na Propagação do Evangelho - Franklin, Wilso...

Vídeo curto mas bem interessante sobre o uso racional da internet, para propagação do Evangelho, mas extremamente claro.

2.12.15

Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome


E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.
Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
Mateus 18:17-21

Pois bem, vamos lá. A passagem a ser analisada aqui é Mateus 18:20. Passagem utilizada comumente de forma errada ou errônea por muitos cristãos, claro de acordo com o que querem justificar.
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.

O que diz realmente essa passagem, e qual o seu contexto? E também demonstra o perigo de utilizar versículos isolados da bíblia para formatar interpretações errôneas.

A passagem em si diz respeito ao relacionamento dos irmãos na igreja. Mas como assim? É bem simples, em Mateus 18:1 os discípulos chegam e perguntam a Jesus, “Quem é o maior no reino dos Céus?”, provavelmente achando que haveriam ser eles mais importantes que outros por serem discípulos de Jesus ou por estarem próximos a ele.

A narração se desenvolve falando de irmãos que se desviam do caminho, e Jesus fala da importância que Deus dá para que ninguém se perca. Na continuação Jesus explica o que fazer para exortar aqueles que erraram ou pecaram, no meio a congregação, e como devemos corrigi-los. Então a passagem que diz “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”, apenas significa que em uma situação de exortação de algum irmão, o que for decidido na direção do Espirito Santo de Deus, ali Deus estará. E se por um acaso o irmão não reconhecer o erro, decidir permanecer em pecado, além da exclusão da igreja física, quem leva uma vida em pecado sem arrependimento diante de Deus, infelizmente se aparta de Deus e de sua Igreja, que vai além das paredes de alvenaria, aí entra “18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.”Apesar que nos próximos versículos ainda fala de perdão e reconciliação.
Mas se você que justificar não viver em comunidade com a “Igreja física na terra”, tentando justificar que você é igreja em qualquer lugar eu te digo que sem comunhão e relacionamento com outros cristãos, você não é igreja, e principalmente sem perdão, inclusive aos demagogos e hipócritas.
Fica a dica.
Paulo Cesar Jr (Apenas uma ovelha)